Patriotismo não precisa de chuteiras

Por Bia Kunze em 16.06.10

Eu gosto dessa época de Copa do Mundo. Gosto de ver as bandeiras nas fachadas, as pessoas vestidas de verde e amarelo, as crianças com cornetas… ok, as cornetas não. Mas é uma época bonita… as pessoas brincam, se confraternizam, reúnem os amigos.

Mas acho que ultimamente tem havido um exagero, esse negócio do país parar. Bancos mudam de horário, supermercados e lojas baixam as portas… ainda que você não dá a mínima para futebol, é obrigado a parar também. Ai do patrão que não liberar seus funcionários para ver o jogo! Uma TV no refeitório da firma não é mais suficiente, o povo quer se encontrar com seus chegados, tomar umas cachaças e xingar o Dunga. Vi muita saia justa trabalhista por aí esse ano, coisa que nunca vi em edições anteriores.

Por outro lado, também não gosto de mau-humor ao extremo, tipo o cara que xinga o mundo e arruma briga por não querer se envolver com Copa do Mundo. Ou falar que futebol é alienante, uma ferramenta de dominação. Se o brasileiro tivesse uma opção às novelas e ao futebol na TV, como maior acesso a livros, teatro, cinema e boa música, tudo bem. Infelizmente futebol é a única diversão de muita gente que sai de casa às 4 da manhã e volta meia-noite todos os dias.

Mas tem uma coisa que me revolta ao extremo: é chamar o fulano que odeia futebol e Copa do Mundo de anti-patriota.

Caraca, o que patriotismo e futebol tem a ver?

Ganhar a Copa do Mundo vai melhorar a distribuição de renda? A saúde? A educação? Vai fazer nossos políticos tomarem vergonha na cara? Vai fazer o povão votar melhor? Não vejo ninguém no Brasil que ganhe diretamente com Copa do Mundo, exceto os pilantras da CBF e um punhado de emissoras de TV.

Você chamou seu chefe de anti-patriota porque ele não permitiu que você saísse do trabalho? Ou aquele seu colega que está torcendo por outra seleção, pois a considera um time melhor? Reflita um pouco: o que VOCÊ tem feito pelo país, além de soprar essa maldita vuvuzela no ouvido dos outros?

Beijocas,

Bia Kunze

Alergia a sexo?

Por Ricardo Macari em 22.11.09

Hoje nao

“Hoje não, querido, eu sou alérgica”. Esta desculpa soa ainda menos plausível do que uma dor de cabeça, mas ele pode realmente ser válida: um pequeno número de mulheres são alérgicas ao fluído seminal do parceiro.

Na verdade, entre 20.000 e 40.000 mulheres nos Estados Unidos podem ter esta alergia, o Dr. Jonathan Bernstein, da Universidade de Cincinnati disse ao site Msnbc.com. As causas para a alergia ainda estão sendo estudadas, e até agora não está claro se as mulheres afetadas são alérgicas a todos os homens, ou se alguma coisa mudou no sêmen do seu parceiro para criar a alergia, de acordo com msnbc.com.

Normalmente, a alergia começa em um paciente que tem relações sexuais com o mesmo homem ao longo do tempo. Após um período de abstinência, como após a gravidez e parto, os sintomas da alergia começam, explica o Dr. David Resnick, diretor do setor de alergia do Hospital Presbiteriano de Nova York, que trata cerca de 15 mulheres em Nova York. Os sintomas, que normalmente começam dentro de 30 minutos após a relação sexual desprotegida, pode variar de urticária, olhos inchados, diarréia, dificuldade de respiração e até  problemas de inchaço localizado na área vaginal.

Você pode verificar

É realmente bastante simples de fazer um diagnóstico, segundo Resnick. “Se você tem sintomas com relações sexuais desprotegidas, tais como ardor e inchaço, e isso não acontece com os preservativos, então as chances são de que você pode ter alergia ao sêmen do seu companheiro”, diz ele.

Como é tratado

Na verdade, existem dois diferentes tratamentos, Resnick explica. Em uma, o sêmen do parceiro é diluído e injetado na vagina da mulher. Gradualmente, a dose é aumentada até que a mulher se torne insensível e os sintomas alérgicos desapareceram. Na outra forma de tratamento, a mulher recebe essas injeções no braço, contendo o sêmen do seu parceiro.

“Este segundo tratamento é muito caro para a maioria das pessoas, onde optam por receber o tratamento intervaginal”, explica Resnick. “É mais rápido e muito menos caro”.

Quanto tempo irá durar? Durante dois ou três dias, Resnick, explica, o que significa que, após tratamento a mulher deve ter relações sexuais desprotegidas dentro de 72 horas ou então perderá a sensibilidade. O tratamento deve então ser repetido.

As mulheres que não desejam se submeter a esse tratamento tem outra opção: usar camisinha durante o sexo. “Mas há muitas razões pelas quais as pessoas não querem usar um preservativo”, explica Resnick. “E o desejo de engravidar é um deles.”

Artigo traduzido e adaptado do original de Rosemary Black (QualityHealth’s Site)

Powered by WordPress | Theme: Aeros 2.0 by TheBuckmaker.com